segunda-feira, 5 de agosto de 2013
E quando não voltar mais?
E olhar na sala de espera e não mais ver aquele olhos, apenas Fumaça de cigarro, muita fumaça!
Não haverá adeus, por que não terá volta.
Não haverá pedidos de paz, por que não não haverá motivo para pedi-los.
Teu hálito é quente e doce,
Boca de algodão,
Mão grande de garça,
Dedos para piano sem tê-lo,
Agora acabou de fugir de mim aquela alegria de te ver,
Ficou somente o gosto de algodão-doce na boca.
Thomas
domingo, 28 de julho de 2013
sábado, 27 de julho de 2013
Quando estes dias tristes ficam tristes de verdade
É por que é hora do sol sair.
Mas não se pode permanecer nublado por dentro.
É preciso soprar as nuvens que se tem no peito
E nos olhos, para sair do inverno que inseriu.
Se pôr a sorrir por besteiras já
É um início razoável para dispensar os pensamentos turvos.
Thomas
Devolva
minhas horas,
Devolva
meus beijos e meu encanto,
Devolva
meus olhares, meus olhos,
Minha
boca e minha língua,
Pois
ainda quero falar,
Devolva
a fumaça dos cigarros,
Devolva
minhas lágrimas e meus abraços,
Devolva
meus gestos,
Devolva
meus cabelos pretos,
Devolva
meus segundos e meus minutos,
Meus
dias inteiros ao teu lado,
Devolva
meus carinhos,
Minha
atenção,
Devolva
meu ar,
Meus
sorrisos,
Coloque
tudo em caixas grandes e jogue no quintal
Assim
que eu acordar desço para recolher-las.
Thomas
Thomas
Pagina número 83 do primeiro diário.
Estava
vivo, mas tinha
Caído
em poços profundos cheios de agonia,
E
nesse vale de sombras e dores, tormento e morte,
Nasceram
lírios azuis.
Brotaram
como uma revoada de fênix
A
gloria dos meus dias depois de minha morte aos 23 anos,
Renasci
de um lírio azul e nos braços de Clara.
Bebi
em tua boca rara o que é raro só para os raros,
O
amor inato aos seres humanos me foi concedido como um milagre grandioso das
mitologias Clássicas
Majestosas,
porém incompreensíveis para as mentes comuns.
Eu
não fui Lúcifer, nem Deus,
Mas
tive pecados e bênçãos.
Nem
Zéfiro, mas roubei Clara,
Nem
Baco, entretanto tive bacantes.
Tive mais vida quando morri.
E
num súbito caí nos lábios macios e me tomei em delírio e amor.
Banhei-me
por inteiro no amor de Clara,
Chupei
os dedos depois de comer, dispensei as etiquetas,
Lambi
os lábios, e ainda assim, deixei escorrer pela gola de minha camisa toda a
enxurrada que jorrava de nós.
Eu
fui um dilúvio, não um homem.
Quando
todas as passagens secretas do meu corpo forem lidas pelos teus jovens olhos é
por que, certamente descobriu as passagens da velha casa para um mundo que não
seja este calabouço seiscentista.
Eu
teria ficado mais louco que já sou se vivesse sem meus vinhos, meus livros,
minha arte, minha Clara.
O
disfarce da vida neste século são os heterônimos,
E
o dinheiro nos dar as asas que precisamos.
Subterfúgios
necessários para poupar-me da cruz que carrego dos Grand-Croix.
Thomas
Thomas
quarta-feira, 26 de junho de 2013
sexta-feira, 7 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
quinta-feira, 23 de maio de 2013
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